Os esportes de aventura são uma ótima opção para aqueles casais mais aventureiros. Os hóspedes podem contar com o suporte de guias turísticos regionais para passeios pelo Parque Nacional do Itatiaia. O rapel nas Prateleiras é feito em um dos mais belos cartões postais da região. Os mais corajosos podem desfrutar de um rapel de 50 m ou 20 m após caminhada de nível médio. O trekking pelas montanhas também é muito procurado. E para os que preferem se aventurar pela natureza de carro, as trilhas off road são a melhor alternativa. Veja algumas dicas de passeios na região:

     PARQUE NACIONAL DO ITATIAIA

    O Parque Nacional de Itatiaia possui um patrimônio paisagístico de rara beleza cênica. Criado no dia 14 de junho de 1937 pelo então presidente Getúlio Vargas, o parque possui montanhas com quase 3.000m de altitude e mantém uma fauna e flora bastante diversificada devido à altitude e ao clima variado. O nome Itatiaia é de origem tupi e significa "penhasco cheio de pontas". Com cerca de 30 mil hectares, foi o primeiro Parque Nacional a ser criado no Brasil e atualmente é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação a Biodiversidade (ICMBio), sendo aberto para visitações diariamente.

    A infraestrutura é composta por centro de visitantes, auditório e laboratório científico, Museu Regional da Fauna e Flora, biblioteca técnico-científica, orquidário e ruas internas asfaltadas. O Hotel São Gotardo fica exatamente em frente à entrada da parte alta do parque.

    O museu contém exemplares da fauna e flora da região, cujo acervo possui grande valor científico. Plantas, mamíferos, répteis, aves e insetos estão em exposição permanente e representam uma amostra da riqueza natural do parque. A biblioteca possui importantes obras raras e documentos para apoio a pesquisas. O centro de visitantes também é responsável pelo Núcleo de Educação Ambiental e pelo Núcleo de Pesquisa.

    O parque se encontra em um complexo alcalino formado por sienitos, foiaitos, pulaskitos, quartzo-sienitos, brechas e granito alcalino. As formações rochosas são consideradas raras, pouco encontradas em outras regiões do país, parecidas com granito, porém tratando-se de nefelina–sienito. Encontram-se também rochas de origem eruptiva.

    Ele abriga a nascente mais alta do país e, no parque, nascem vários rios integrantes das bacias hidrográficas do rio Paraíba do Sul e do rio Grande. A rede hidrográfica é formada por rios de águas cristalinas, que formam piscinas naturais e cachoeiras de tirar o fôlego.

    No planalto existem vários lagos e lagoas como, por exemplo, a lagoa Bonita ou a lagoa Dourada, entre outras menores, que podem ter sua superfície congelada em invernos rigorosos.

      No inverno, a temperatura e a pluviosidade diminuem demasiadamente, chegando a -10°C, podendo até ocorrer precipitação de neve.

    Flora

    Na encosta voltada para o vale do Paraíba predomina a Mata Atlântica, com fauna e flora ricas e exuberantes, com algumas espécies de orquídeas e bromélias que só florescem na região. É uma das quatro únicas localidades onde pode ser encontrada uma árvore ameaçada de extinção, a Buchenavia Hoehneana.

    Fauna

    A fauna da parte baixa é mais rica, propicia mais abrigo para mamíferos, como a Paca, o Quati e algumas espécies de maior porte, como Porcos do Mato e Queixadas, além de grande diversidade de pássaros. A importância do Itatiaia para a conservação de espécies de aves é enorme, ainda mais tendo em vista a existência de espécies que só reproduzem na área. O sapo vermelho, conhecido popularmente como Sapo Flamenguinho, é o símbolo do parque e só vive na parte mais alta. Ele atinge, no máximo, 2,4cm e entre os meses de dezembro e fevereiro, quando se reproduz, o fluxo de carros fica proibido.  

    O parque divide-se em dois ambientes distintos: 

    Parte Baixa - Sede do parque:

    Para quem ama a natureza e cachoeiras, é o melhor lugar da região. Com águas cristalinas e densas matas, o passeio é marcante. A Mata Atlântica abriga mais de 400 espécies de aves, inúmeras cachoeiras e piscinas naturais, trilhas, escaladas e muitas caminhadas interessantes. É possível ver aves exóticas e macacos em diversos pontos do parque.

    Acesso: Saindo do Rio de Janeiro ou São Paulo, segue-se pela Rodovia Presidente Dutra (BR 116) até a cidade de Itatiaia, altura do km 316.

    Atrativos naturais da parte baixa:

    A Lagoa Azul é a atração natural mais próxima do centro de visitantes, a mais ou menos 500m. É uma piscina natural formada pelo rio Campo Belo, sendo local recomendado para o banho. Próximos encontram-se os quiosques, que podem ser utilizados mediante pagamento extra efetuado no portão principal do parque.

    A cachoeira Itaporani, fica a mais ou menos 450m a partir da ponte. Localiza-se no final de uma trilha que penetra pela mata e, descendo pela escada de madeira plástica, nos deparamos com esta bela cachoeira e com o lago que ela forma.

    No meio do caminho para a cachoeira Itaporani, temos acesso a outra trilha que, seguindo 200m, leva à cachoeira Véu de Noiva. No final de uma rústica picada, com a ponte de madeira plástica e escadas de pedra, chega-se a uma parte do rio Maromba, que cai repentinamente de uma altura de 40m, formando esta belíssima cachoeira. Na época do verão suas águas se avolumam fazendo jus ao nome cachoeira.

    Três Picos. Localizado em meio à Mata Atlântica a 1.662m de altitude, oferece uma boa visão do vale do rio Paraíba, do parque e dos contrafortes da serra da Mantiqueira e da serra do Mar. Seu acesso é mais recomendado acompanhado de um guia local.

    Pedra de Fundação. Localiza-se à beira da estrada, em frente ao portão de acesso.

    Mirante do Último Adeus, uma formação rochosa de 90m de altura de onde você pode observar uma belíssima paisagem panorâmica e privilegiada do parque e de suas matas, além do rio Campo Belo e da serra do Mar.

    Parte Alta - Planalto:

    Na região do Planalto do Itatiaia, também conhecida como Parte Alta, encontram-se os campos de altitude, montanhas e vales suspensos, onde nascem vários rios integrantes das bacias hidrográficas do rio Paraíba do Sul e do rio Grande. É dominada por formações rochosas, com penhascos e encostas que formam o topo do planalto da Serra da Mantiqueira. O relevo acidentado e a presença de nascentes dão origem a diversas cascatas e cachoeiras.

    Acesso: saindo do Rio de Janeiro ou São Paulo, segue-se pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116) até Engenheiro Passos, altura do km 330, seguindo pela rodovia BR-354 em direção a Itamonte.

    Atrativos naturais da Parte Baixa:

    Na região do Planalto do Itatiaia, encontram-se os campos de altitude, sendo seus pontos culminantes:

    Pico do Itatiaiaçu - o ponto culminante das Agulhas Negras com 2.791,55m de altitude. As montanhas elevam-se de forma abrupta até atingir uma região de planalto na altitude de 2.450m, de onde nascem rios que vão formar a bacia do rio Paraíba do Sul.

    Serra do Maromba - com 2.607m de altitude.

    Prateleiras - com 2.548m de altitude, é formada por maciços blocos de rochas com vista para o Vale do Paraíba, que, muitas vezes, fica escondido sob as nuvens. Próximo às Prateleiras, há diversos lagos e formações rochosas como a Pedra da Tartaruga, a Pedra da Maçã e a Pedra Assentada.

    Vale do Aiuruoca - voltado para Minas Gerais, conta com a geladíssima cachoeira do Aiuruoca e a formação rochosa Ovos da Galinha. Para chegar lá, deve-se enfrentar uma caminhada moderada, a partir do Abrigo Rebouças. No caminho, podem-se ver as formações rochosas Asa do Hermes e Pedra do Altar.

    Pedra do Altar - Formação rochosa com 2.530m de altitude. O acesso é feito pelas mesmas trilhas que levam ao pico das Agulhas Negras, com caminhada simples de 40m. O cume tem uma das mais belas paisagens do parque e possui duas vias de escalada vertical.

    Dois Irmãos - com 2.500m de altitude

    Cabeça do Leão - com 2.408m de altitude

    Pico das Agulhas Negras - com 2.791,55m de altura, é o ponto culminante do estado do Rio de Janeiro e a oitava montanha mais alta do Brasil.

    Outros atrativos do parque:

    A Casa de Pedra, que foi refúgio do Presidente Getúlio Vargas, está na área do parque. O então presidente dizia ter erguido seu bunker nas Agulhas Negras, em 1932, num local paradisíaco à, aproximadamente, 2.450m de altitude. O local é uma verdadeira fortaleza de rochas, que seria seu refúgio em caso de ataque ao Palácio do Governo durante a Revolução Constitucionalista. 

    O Brejo da Lapa é um dos vários cartões postais que possui o Parque Nacional do Itatiaia, um lugar de natureza exuberante, com vegetação rasteira típica de altitude. É cortado pelo rio da Lapa, formando uma queda d’água, de aproximadamente 3,5m de altura. Logo abaixo, uma corredeira com águas límpidas e potáveis, propícia a banhos, e que também era usada pelo presidente Getúlio Vargas para pousar seu hidroavião, para que ele pudesse ter acesso à Casa de Pedra.

    Localização:

    Situado geograficamente entre os paralelos 22º19’ e 22º45’ latitude sul e os meridianos 44º15’ e 44º50’ de longitude oeste, o parque está localizado no Maciço do Itatiaia, na serra da Mantiqueira na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Fica a sudoeste do estado do Rio de Janeiro, nos municípios de Itatiaia e Resende, e ao sul do estado de Minas Gerais, abrangendo os municípios de Itamonte, Alagoa e Bocaina de Minas. No parque, localiza-se a estrada mais alta do Brasil, que atinge 2.450m de altitude.

    ASSOCIAÇÃO TERRAS ALTAS DA MANTIQUEIRA

    Localizada no extremo sul do estado de Minas Gerais, permeada por um grande reduto de Mata Atlântica e integrada à Estrada Real, a região se eleva na paisagem, tanto por suas serras e picos, quanto pelas tradições e hospitalidade de sua gente, em suas pacatas cidades de arquitetura colonial, tombadas como patrimônio cultural.

    Na vivência com a natureza, o contato com a mais pura água de nascentes em cachoeiras de um magnetismo peculiar e de fácil acesso por caminhadas, passeios de bicicleta ou a cavalo, moto ou veículo 4x4. Tudo na companhia de uma fauna e flora hipnotizantes. Nessa região, é possível praticar montanhismo, rapel, voo livre, ciclismo de montanha, acqua ride e boia-cross ao longo de percursos que chegam a 2.500m de altitude.

    Em meio a tantos passeios e atividades, a tradicional comida caseira interage com toques contemporâneos e outras especialidades para satisfazer o visitante e deixar um gosto de “quero voltar”. O mesmo efeito que o artesanato local provoca com obras em madeira, argila, folhas de bananeiras e milho, bronze, papel machê, tecidos e outros.

    Na região onde o olhar se eleva para tudo, o encantamento acompanha as cidades que compõem o Circuito Terras Altas da Mantiqueira, que você poderá conhecer a seguir:

    A lagoa:

    Pequena e aconchegante, a cidade é a mais alta das Terras Altas. Seu enorme potencial turístico chama a atenção pelo grande acervo ecológico e praticamente intocado. O clima frio predomina, com geadas em certas épocas do ano. Vales e valados cortam sua geografia e abrigam paisagens naturais magníficas. Destacam-se nesse cenário a fazenda do Charco, as cachoeiras Zé Pena, Ouro Fala, Falcão e Serra dos Borges, bem como a nascente e as corredeiras cristalinas do rio Aiuruoca. A contemplação se estende também aos túneis abertos nas montanhas, como o da Bomba, do Garrafão e a Pedra de Santo Agostinho. Reconhecida pela Unesco como Reserva da Biosfera, Alagoa encanta no olhar e na boca: seja pela reciclagem aplicada no belo artesanato em madeira como na devoção ao consagrado queijo parmesão alagoense.

    Itamonte:

    Itamonte está localizada em um dos pontos mais altos da Serra da Mantiqueira e do estado. São 434 km² de área que abrangem uma grande porção do Parque Nacional do Itatiaia, da Área de Proteção Ambiental da Mantiqueira (APA) e do Parque Estadual Serra do Papagaio e onde existem diversas cachoeiras e uma flora rica em araucária e jacarandá, sendo muito atraente aos adeptos do ecoturismo.

    Com altitudes que variam entre 900 e 2.791m, é um dos únicos municípios ecologicamente privilegiados do Brasil, pois cerca de 82% do seu território é formado por áreas protegidas: Parque Nacional do Itatiaia, Parque Estadual Serra do Papagaio e APA Serra da Mantiqueira. Em recente pesquisa, Itamonte foi considerada uma das sete maravilhas de Minas. Entre seus atrativos naturais, são dignos de contemplação o rio Capivari, com suas piscinas naturais e corredeiras, e onde se pratica o acqua ride, e o rio Aiuruoca, que percorre um cânion a 1.500m de altitude. Cachoeiras como as da Fragária, Conquista e Escorrega enriquecem ainda mais o cenário natural do município. A Pedra do Picu é símbolo de Itamonte e, por muito tempo, foi marco de orientação para os bandeirantes devido à altitude em que se encontra e é avistada. Além do turismo de aventura como trekking, montanhismo e voo livre, Itamonte encanta pela sua gastronomia e eventos de raízes, como o "Minas, Fogão e Viola".

     O município, rico em belezas naturais, é propício tanto para contemplação, quanto para a prática de esportes de aventura. 

    Conheça mais detalhes dos diversos atrativos naturais de Itamonte:

    Picos e Campos de Altitude:

     A área rural de Itamonte, onde se encontram grandes belezas naturais, está localizada nas regiões altas da Serra da Mantiqueira, entre o Parque Nacional do Itatiaia e o Parque Estadual Serra do Papagaio. Seus picos e altitudes são ideais para caminhadas, escaladas, alpinismo, rapel e voo livre. O Pico das Agulhas Negras, a 2.787m, é o ponto mais alto do Parque do Itatiaia. Serra Negra, 2.572m. Prateleiras, 2.500m. Garrafão, 2.350m. Boa Vista, 2.181m. Brejo da Lapa, 2.150m. Pedra do Picu, 2.150m.

    Rios: 

    O rio Capivari banha o município, oferecendo bons locais para banho, canoagem, rafting e boia-cross com acesso pela Capelinha, através da rodovia BR 354 (sentido Rio/Caxambu). O rio Aiuruoca nasce no município, dentro do Parque Nacional do Itatiaia, formando piscinas naturais e corredeiras ótimas para canoagem e boia-cross no vale da Fragária, após Campo Redondo.

    Cachoeiras:

    Usina dos Braga - formada pela represa de mesmo nome. A usina, hoje desativada, ainda mantém maquinário antigo. Não é boa para banho. Acesso por estrada de terra. Distância: 9km do centro da cidade.

    Escorrega - escorregador natural que proporciona um divertido banho. Estrada de terra para a localidade de Morro Grande. Distância: 17km.

    Conquista - uma das mais belas e de difícil acesso. Estrada de terra para o município de Alagoa. O carro vai até certo ponto; depois, é preciso seguir a pé por dentro do rio (para atingir a queda por baixo) ou margeando seu leito (vista superior e menos atraente). Distância: 7km.

    Conquista de baixo - queda d'água e formação de piscinas naturais. Acesso pela mesma estrada que leva à cachoeira da Conquista, tomando-se o cuidado de virar à direita na bifurcação. Distância: 8km.

    Fragária - cinematográfica queda d'água, com mais de 100m. Depois da vertiginosa descida, o rio Aiuruoca segue por um majestoso cânion. Nesse ponto, estamos a aproximadamente 1500m de altitude. Estrada de terra para a localidade de Fragária, logo após o Campo Redondo. Distância: 32km.

    Bairro do Garrafão:

    Fica na divisa de Itamonte e Alagoa e é ideal para visitas e explorações de cavernas e grutas da região. Conta-se que os jesuítas mandaram construir túneis, desviando a água de seus cursos naturais para que pudessem batear ouro e pedras preciosas nas terras do Garrafão, entre Itamonte e Alagoa. A área, que já recebeu inúmeros visitantes à procura de contato com extraterrestres, hoje está direcionada para o turismo ecológico, com fauna e flora em recuperação, apresentando-se como um bom local para repouso e meditação ou para visitas às escavações.

    Itanhandu:

    Descanso, lazer e beleza fazem de Itanhandu uma bela recompensa. Em seus recantos naturais, merecem destaque o Alto das Posses, onde o município faz divisa com Rio de Janeiro e São Paulo, e cuja trilha permite uma bela visão da Serra da Mantiqueira, do belíssimo rio Verde com seus poços, corredeiras e cachoeiras, como a da Usina e a do Vô Delfim, ideal para o boia-cross. Em Itanhandu, a emoção vai às alturas com escaladas e cavalgadas na trilha da Barrocada, na Serra do Condado e no Alto das Posses. No intervalo da aventura, a boa sugestão é uma visita à Estação das Artes, situada na antiga estação ferroviária, local de exposição permanente de artesanato e degustação do café caipira e de deliciosos doces como o doce de leite Ecila, apreciado no varejo de sua fábrica. Já na Serra dos Noronhas, estão o "milho põe a mesa" (café caipira) e o almoço preparado em fogão à lenha, com o "gostinho" da tradição mineira à moda da roça. Com natureza exuberante, hospedagem acolhedora e uma arquitetura como patrimônio histórico, Itanhandu mistura aventura e tranquilidade numa combinação inesquecível. 

     Passa Quatro:

    Passa Quatro está entre as regiões mais altas do país, com o quarto maior pico, a Pedra da Mina (2.798 m). Banhada pelos rios Verde e Passa Quatro, sua natureza combina floresta de Mata Atlântica (como da reserva florestal do IBAMA), montanhas, vales e riachos em um cenário deslumbrante. Cachoeiras como a do Quilombo, do Manacá, do Mato Dentro e da Gomeira fazem de Passa Quatro um pólo de atração para o ecoturismo e o turismo rural. Numa atividade de tom mais saudosista, a cidade oferece um delicioso passeio numa “Maria Fumaça” originária de 1925. O roteiro começa na histórica estação de Passa Quatro e percorre 12km até a estação Coronel Fulgêncio, na divisa de Minas Gerais e São Paulo, junto a um túnel inaugurado por D. Pedro II em 1884. Nessa bela estância hidromineral vale também conferir o “Brasil Nota 10”, um museu de miniaturas que expõe cenários históricos brasileiros modelados por jovens da cidade com perfeição em pequeníssima escala (1/87cm).

     Pouso Alto: 

    Na tentativa de cruzar a Serra da Mantiqueira, os bandeirantes encontraram uma aldeia indígena e, ali, ergueram um rancho no topo de um elevado. Em 1748, o povoado local passa a ser chamado de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Pouso Alto. Em 1874, com mais moradias e edifícios, emancipa-se como município de Pouso Alto. A tradição histórica é sentida hoje na arquitetura e no ar interiorano oriundo do artesanato de raiz como o tricô, a palha e o bambu, presente também nos bordados, nas festas típicas e na cozinha mineira de um sabor tentador. Na serras, com vista panorâmica e banhos de cachoeira, vale a pena se entregar a lugares com as quedas d’água de Juca Roque e do Coura. E para levar o prazer ainda mais para cima, destacam-se o Alto Congonhal, com sua vista deslumbrante, e o Rachado, com sua vegetação nativa ao redor de riachos de águas límpidas.

    São Sebastião do Rio Verde:

    O nome santo dessa cidade se relaciona, em suas origens, com o povoado que foi formado nas proximidades da antiga estação da Rede Mineira de Viação e com a construção de uma capela em 1891. Em 1953, o distrito nasce com sede no povoado estação de Pouso Alto até se emancipar como São Sebastião do Rio Verde nove anos depois. Seu maior atrativo natural é o rio Verde, situado na área urbana, propício à prática de canoagem e pescaria, além da natação em pequenas praias. Em invernos de manhãs lindas, céu azul e noites bem frias, o turista vive momentos especiais nessa cidade festeira, saboreando pratos mineiros, doces e queijos, e admirando atividades artesanais como bordados, crochê, bonecas e obras de barbante e palha. O que fica de tudo isso são as saudades da tranquilidade da cidade, do cheiro de natureza, das paisagens montanhosas e do carinho de sua gente.

     Virgínia:

    Com quase 100 anos de existência, o município se sobressai no cultivo de frutas e torna-se atração especial na exposição agropecuária, com torneio leiteiro, mostras do artesanato da região, desfiles de cavaleiros e shows de violeiros. O nome tem origem na devoção de sua gente à Virgem Nossa Senhora da Conceição, bem como na força de suas matas virgens. Entre seus picos e serras, saltam aos olhos os picos do Varjão e da Virgínia. Nas cachoeiras, destaque para a dos Padres, do Caeté (com trilha ideal para trekking), do Mingu e para a Cachoeira Grande, com uma pedra em forma de cálice. Em saudáveis caminhadas junto à natureza, pode-se chegar a locais de beleza singular como a Serra do Ministério e a Rachadura, onde impressiona a exposição espontânea de rochas de granito.

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